sexta-feira, 5 de julho de 2013

O DESEJO DE UNIÃO.

O desejo de união entre a mulher e o homem é algo perfeitamente natural. Este desejo manifesta-se de um modo impulsivo e claro em ambos, embora a vertente masculina se destaque de modo mais abertos, o que se deve não tanto à natureza como aos condicionamentos sociais que refreiam e reprimem os impulsos sexuais femininos. A repressão implícita do que “dirão!” é muito poderosa a certos níveis, no que respeita aos instintos sexuais femininos e à sua natural satisfação.
Apesar da igualdade de oportunidade entre os sexos, muitas mulheres ainda esperam que o homem tome a iniciativa, mesmo que os hábitos das serenatas, dos homens oferecerem flores, de convidarem para um jantar romântico ou até de dar passagem a uma senhora se estejam a perder. Fazem parte de um conjunto de normas de cortesia, que só a geração mais antiga ainda segue, mas que dão muito jeito conhecer quando alguém parte à conquista de uma mulher.
A mulher sente receio perante certas formas de excitação sexual e não são poucos os casos em que ela própria se opõe a satisfazer sexualmente os seus desejos de uma forma plena.
UM CASO VERÍDICO
Podemos referir aqui um caso prático, que realça esta susceptibilidade da mulher em relação aos seus direitos de satisfação sexual. Trata-se de uma carta escrita por uma mulher de Colónia:
“Ainda não faz dois anos que me casei pela segunda vez. Tenho trinta e cinco anos e o meu marido é mais velho do que eu três anos. Enquanto o primeiro era um irresponsável em questões de dinheiro e de mulheres, ou em qualquer outro aspecto da vida, da vida, o actual é completamente diferente e eu sou muito feliz com ele tanto a nível sexual como psiquicamente. Só há um assunto que desde há algum tempo me tem deixado preocupada.
Pouco depois do nosso casamento, confessou-me que tinha alguma preferência por certas roupas interiores de borracha. Sem dúvida ficará tão surpreendido quanto eu, pois nunca tinha ouvido falar de semelhante coisa. Mais tarde, pude dar-me conta de que muitos homens sentem atracção por um certo tipo de lingerie, e muitas fábricas se dedicam à sua fabricação. Depois de muitas hesitações em minha parte, decidimos adquirir algumas destas roupas interiores que tanto o encantavam. Tenho de reconhecer que são muito atractivas, embora não lhes encontre nada de particular. O meu companheiro deseja que eu as vista e excita-se muito quando me passeio, de um lado para o outro, exibindo-as diante dele.
Tenho a sensação de que agora sente mais prazer no nosso relacionamento sexual e fica verdadeiramente satisfeito.
Como este comportamento se me afigurava estranho, quando achei oportuno, comentei o assunto com outra pessoa. Falei com uma amiga minha, da minha idade, também casada e por quem nutria sincera amizade, para lhe pedir a opinião. Por sorte referi o tema em termos vagos, pois ela disse-me que era horrível, antinatural, anormal e não sei quantas coisas mais. Desviei a conversa e, mais tarde, comentei com o meu marido que ficou muito sentido, acrescentando que havia faltado à sua confiança.
Acredite que por nada deste mundo desejo perdê-lo, mas apenas quero saber a verdade se a opinião da minha amiga era correcta.”
Este é um exemplo do pedido de ajuda relativo a sexo que surge com frequência, mas que não tem razão de ser, pois tudo o que os amantes em conjunto resolverem adoptar na relação a dois é lícito e legítimo. Tanto a mulher como o homem devem tentar não defraudar as expectativas de cada um, relativamente à excitação sexual, tentando atingir a plena satisfação.
ABRAÇOS E CARÍCIAS.
Não há dúvida de que excitando sexualmente o homem, a mulher aumentará as possibilidades da sua própria excitação.
A mulher necessita de ternura quando chega o momento de ser excitada sexualmente, mas também necessita que o homem saiba realizar com habilidade todos os jogos de excitação sexual que servem de prelúdio ao coito.
O abraço é muito importante para a excitação. Trata-se de um método tão antigo como a espécie humana. “O abraço é o contacto corporal que reflecte a alegria de um homem e uma mulher unidos por amor”, - esta é uma frase basilar inscrita no Kama Sutra, e que deve ser seguida sem restrições por todos os casais.
Os escritos antigos afirmam que há quatro classes de abraço:
·         O abraço do tacto (o homem sentindo um desejo violento toca o corpo de uma mulher com o seu geralmente usando algum pretexto ou desculpa, pois este é o mais elementar dos contactos corporais);
·         O abraço da penetração (quando a mulher se inclina para recolher algo do chão e toca com os peitos no corpo do amante e este logo os cobre com as suas mãos). Estas duas formas de contacto corporal são utilizadas somente pelos amantes que estejam seguros dos seus sentimentos e intenções mútuas;
·         Os amantes passeiam lentamente por um jardim tranquilo e com sombras, roçando apenas com os seus corpos, um contra o outro. A isto chama-se abraço de fricção;
·         Todavia, quando um deles o prime com força e apaixonadamente o corpo do seu amante com o seu próprio corpo estamos perante o abraço de pressão.
Os abraços atrás referidos são utilizados por aqueles que tenham sucumbido às flechas do cupido e estão dispostos a flutuar juntos no mar tempestuoso do desejo.
ENTREGA AO PRAZER.
Ainda de acordo com o Kama Sutra, quando um homem e uma mulher se encontram com o único objectivo de entregar-se aos recíprocos prazeres do amor, em geral abraçam-se das seguintes maneiras:
·         Quando uma mulher se enrosca no seu amante tão firmemente como uma serpente em redor de uma árvore, aproxima a cabeça dos seus lábios ansiosos e ele a beija emitindo um som ligeiramente sibilante, olhando-a longa e ternamente, de pupilas dilatadas pelo desejo. A esta posição chama-se o abraço da serpente.
·         Se a mulher coloca um pé sobre o pé do seu amante e o outro ao redor da sua perna; ele coloca um braço em redor do pescoço e com o outro rodeia-lhe a cintura e gene suavemente de desejo, como se quisesse trepar pelo corpo firme para lhe capturar um beijo, estamos perante o abraço trepador.
Estas atitudes apaixonadas são só um prelúdio da união em si.
·         Quando um homem e uma mulher, deitados sobre a cama, se abraçam com tanta força que os seus braços e pernas estão enroscados em suave fricção, chama-se a união da semente de sésamo com o grão de arroz.
·         Quando um homem e uma mulher se amam violentamente e sem medo de dor, como se desejassem penetrar no corpo um do outro. Se a mulher estiver sentada em cima dos joelhos dele ou em pé ante ele, ou até deitada debaixo dele, o seu abandono é denominado a união do leite com a água.
Estas metáforas, que se subentendem destas descrições, levam ao despertar da excitação da mulher e, sem dúvida alguma, devem ser prosseguidas no jogo amoroso que precede a realização do acto sexual.
COMPREENSÃO PSICOSSEXUAL.
Há muitas mulheres que consideram as práticas orais como uma aberração e não permitem que o homem desperte o desejo feminino por meio de carícias orais nos seus genitais. Na realidade, trata-se de uma prática de excitação sexual que se pode considerar normal. Segundo as informações obtidas por Kinsey, um estudioso nessa matéria: “Cerca de 54% dos americanos casados realizam práticas orais e um número de 49% das mulheres fazem o mesmo. Não é anormal, nem perverso, mas sim a expressão máxima do interesse amoroso e da preocupação pelo outro.”
A mulher, habitualmente mais tímida, deve ter toda a compreensão nas suas relações sexuais. Tudo o que se faz com amor entre duas pessoas resulta em linhas gerais, permissivo. O condenável nas práticas mútuas de excitação, não é, em nenhum dos casos, a prática em si mesma, mas a maldade intencional de quem quer deturpar sentimentos. Uma mulher deve deixar-se guiar pelos instintos, de modo a perceber quando o companheiro sente por ela verdadeiro amor ou simplesmente quer obter prazer a todo o custo.
“A maioria dos casais – escreve Oswalt Kolle – demora três ou quatro anos a compenetrar-se dos desejos de ambos e deste período pode resultar uma época de dificuldades e até de tortura. No entanto, há outros que vivem uma época de maravilhosa aprendizagem no lento caminho da felicidade e das experiências humanas do descobrimento do outro, num revelar contínuo de surpresa.”
Isto depende totalmente da forma como cada qual entende o amor. Se uns pensam que a vida conjugal é uma instituição educadora e desejam corrigir os defeitos do outro, impondo-lhe as suas próprias convicções pela força, apenas conseguirão fracassar, tanto na vida quotidiana, como nas relações íntimas.
Desde logo, as más experiências, as relações mais temperamentais, ou seja o que for que une duas pessoas, há sempre algo inexplicável que liga ao outro no caminho do amor. Mas uma coisa é guiar e ensinar e outra coisa, muito distinta, é impor. A pessoa que assume aquela responsabilidade deve agir como um bom alpinista, que guia um novato ensinando-lhe o modo de ir ultrapassando os obstáculos.
A NECESSIDADE DE CARÍCIAS ANTES DO COITO.
O homem tem de ter sempre em conta que cada mulher tem a sua própria personalidade. Qualquer tendência para o machismo pode frustrar, à partida, as relações sexuais, por incompatibilidade de comportamentos.
Antes de chegar ao acto sexual propriamente dito, é preciso estabelecer um prelúdio de jogos amorosos, jogos esses que umas vezes são mais prolongados do que outras, mesmo que se trate da mesma mulher – já que depende dela mais do que dele, do seu estado de ânimo e de uma série de factores extra-eróticos, que podem levar ao orgasmo, tanto antes como depois.
A responsabilidade do homem, neste sentido, é muito grande e nem sempre é assumida em plena consciência. Tem muitos meios ao seu alcance para excitar sexualmente a mulher, tudo dependendo dos expedientes que saiba utilizar, no momento exacto e com a habilidade que cada caso requeira.
A excitação sexual da mulher é uma tarefa que deve ser levada a cabo pelo homem, ao mesmo tempo com a máxima delicadeza e audácia, com base na prudência e na oportunidade, de reflexos psicológicos e experiência acumulada. Só actuando como um verdadeiro artista o homem conseguirá, no decurso do prévio jogo amoroso do acto sexual, que a mulher se entregue sem reservas e possa com o seu par obter o máximo de prazer na entrega, que vai culminar no orgasmo conjunto.
A EXCITAÇÃO SEXUAL NO HOMEM.
Sexualmente, o homem é muito mais fácil de excitar do que a mulher. Mas não se trata aqui de demonstrar a rapidez com que isto se processa, mas antes ensinar a prolonga a realização do acto sexual, de modo a que constitua uma espécie de obra de arte e, ao mesmo tempo, um modo eficaz de contribuir para a excitação sexual da companheira. Por exemplo, é de grande importância, ainda que possa parecer secundário, a questão da luz enquanto se realiza o acto sexual. É algo que tem de ser decidido em cada caso. Da importância do tema, resultou um inquérito realizado por Kinsey, cujos resultados foram os seguintes:8 por cento das mulheres e 21 por cento dos homens preferem que haja plena luz no local onde se realiza o acto sexual; 11 por cento das mulheres e19 por cento dos homens inclinam-se para que haja pouca luz; 26 por cento das mulheres e 25 por cento dos homens desejam que o coito se realize às escuras; 28 por cento das e 25 por cento dos homens não manifestam preferências por nenhuma das situações.
A ACTUAÇÃO DA MULHER NO JOGO AMOROSO.
Assim como a mulher necessita de ser acariciada com paciência, salvo em determinados casos de mulheres muito apaixonadas que se desencantam perante a rudeza do homem, também o homem requer um tratamento erótico especial por parte da mulher.
“É completamente normal que o homem se excite fortemente quando contempla o corpo da sua amada. A mulher, pelo contrário, pode ver o corpo do seu companheiro e ficar tão fria como se tivesse a idealizar um novo vestido. A contemplação do rosto do companheiro pode, em vez de a excitar, - distraí-la. Talvez por isso cerre os olhos. No homem, essa contemplação funciona de forma diametralmente oposta: aumenta a sua excitação”, esclarece o especialista Maxime Davies.
Por conseguinte, a mulher tem de ter em conta esse factor na hora de participar no jogo amoroso e oferecer o seu corpo à contemplação do companheiro. Desta forma, a excitação sexual do homem aumentará.
PENETRAÇÃO VAGINAL POSTERIOR
A penetração vaginal posterior é conhecida como uma das posições mais naturais. Ela ajoelha-se e apoia-se. Colocando as mãos no chão. As costas deverão ficar paralelas ao chão. Ele aproxima-se por trás e usa uma mão para guiar o pénis até à vagina. Pode ficar ajoelhado ou de cócoras ou pode mesmo sentar-se sobre ela com as pernas abertas. Ela não tem qualquer tipo de controlo sobre o que se está a passar e não pode ver nada a não ser que olhe por cima do ombro. Ele pode ver tudo e, se se inclinar para a frente, pode acariciar-lhe os seios e o clitóris. O homem pode penetrar a mulher de forma muito profunda e obter a máxima penetração, sentando-se sobre ela de pernas abertas e colocando as coxas dela entre as suas.
A penetração profunda é tão fácil de alcançar nesta posição que o homem tem de ter cuidado para não introduzir demasiado fundo o pénis, pois poderá tocar um ovário e isso ser uma experiência extremamente dolorosa para a mulher.
No caso de a mulher considerar esta posição cansativa ou incómoda, poderá colocar uma pilha de almofadas por baixo dela.
Em alternativa, pode ainda ajoelhar-se no chão e apoiar os braços na cama.
Para os homens esta é provavelmente a mais afirmativa das posições. Sobretudo os homens, que gostam de dominar a nível sexual, preferem esta posição.
A IMAGINAÇÃO FEMININA NA HORA DE EXCITAR O COMPANHEIRO.
Já não é comum aceitar a passividade feminina como um dado adquirido no que concerne às relações sexuais. Trata-se de um tópico que não se deve perder de vista, poisa mulher pode ter um papel activo, em consonância com a sua sensibilidade: pode estimular a ser estimulada.
Se assim não for, a harmonia sexual não tarda em desaparecer e o homem que se relaciona com uma mulher passiva, em breve há-de encontrar novos horizontes eróticos. A mulher que deixa toda a iniciativa ao marido corre um grave perigo: o de se converter num objecto de prazer.
Para confirmar esta situação, Kolle, transcreveu uma carta de uma mulher jovem:
“Nos dois anos do meu matrimónio, notei que a actividade sexual do meu marido decaía visivelmente. Temia pelo nosso casamento, caso as coisas continuarem daquele jeito. Enchi-me de coragem e uma noite, quando regressou do trabalho, seduzi-o. Tenho de confessar que a cena era fingida, mas dei-me perfeita conta de que ele gostava e isso excitou-me.
Mais tarde confessou-me: sempre esperei pelo dia em que fosse a mulher a provocar-me. Desde essa altura compreendemos que uma vez tenho de ser eu, outras vezes tem de ser ele a tomar a iniciativa. Actualmente já não precisamos de falar sobre este assunto: tudo decorre da melhor forma, com a iniciativa de um e outro, segundo os casos e as ocasiões”.
Esta é a conduta inteligente que deve adoptar toda a mulher que deseja conservar o amor do seu companheiro e manter o dinamismo desejável nas relações sexuais.
A IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL DO AMOR NA VIDA DO HOMEM.
Há muitos homens que consideram as conquistas sexuais como troféus desportivos. Não se capacitaram da verdadeira importância que tem o amor como vínculo integrador das relações humanas e no crescer firme de cada vida individual.
Fazer amor trivialmente pode ser perigoso, pois minimiza o significado da união sexual e pode chegar-se a uma impotência prematura.
Pouco a pouco, a erecção torna-se mais rara e há cada vez mais necessidade de recorrer a afrodisíacos ou a outras aberrações para se sentirem sexualmente excitados.

Contactado por um jovem acerca deste problema, Kolle remete para as suas palavras: “Tenho de reconhecer que antes do meu casamento levava uma vida sexual desordenada. Só encontrava excitação nos incidentes fortuitos e na tensão da aventura. Necessitava sempre de algo novo, um rosto diferente para cada ocasião. Pensava no casamento com verdadeiro pavor. Não podia imaginar-me a realizar o mesmo jogo, um dia após o outro, com a mesma mulher. Isso só podia causar-me o maior aborrecimento no mais curto prazo. Até que um dia encontrei a que é hoje a minha mulher. Repentinamente, dei-me conta de que até ali me tinha comportado como um caçador de borboletas, que se diverte sem aprofundar o objectivo real do seu desporto.”

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